A parte que faltava em mim

Vesti meu jeans gasto e pus a mochila nas costas.
Abri as portas do meu futuro e fechei as do meu passado.
Saí sem olhar pra trás.
A rua estava vazia e minha companhia era o meu velho All Star.
Meu rumo era incerto, mas tinha um destino exato: Encontrar a parte que faltava em mim.
Eu me sentia incompleta como um quebra-cabeça que falta a última peça e eu queria ser terminada.
O sol se punha devagarinho como uma grande laranja prestes a ser devorada e gotas prateadas começavam a aparecer no infinito azul. Era tudo tão bonito que por alguns minutos esqueci do que tinha me proposto a fazer. Enfim a realidade me assaltou e eu segui atrás de algo que eu nem sabia onde procurar.

Então eu andei e andei. Vi coisas que nem pensava em ver, conheci lugares que sonhava em conhecer e ainda assim faltava alguma coisa. Dentro de mim eu sabia que quanto mais o tempo passava mais aquela elipse aumentava. Mas como eu poderia acabar com aquele vazio se não sabia com o que preenchê-lo?
Passei por muitas pessoas, deixei alguns amigos e levei muitas histórias. E o que eu queria permanecia camuflado. Uma brincadeira de pique-esconde que estava perdendo a graça.
Já nem lembrava mais há quanto tempo eu tinha começado minha jornada e às vezes eu não lembrava nem como era meu reflexo no espelho. Aposto que se me visse não me reconheceria. Porém sabia que essa seria uma longa viagem, uma longa viagem à procura do meu tesouro. Pena que meu mapa de localização nunca tenha existido.
Agora eu estava perdida e caminhando pra lugar nenhum. Começava a chover mesmo com o céu estrelado. Esta noite estava diferente, tudo parecia dar errado.
Eu sempre tive uma teoria sobre isso. Quando tudo está dando errado sempre está chovendo. Pelo menos na TV era assim e eu estava confirmando essa teoria.
Sentei na areia da praia desabitada. Já era tarde e eu sabia que não ia aparecer ninguém pra me incomodar. Eu estava completamente encharcada e não me importava com isso.
Ali percebi que já era hora de acabar com a minha aventura mesmo sem ter conseguido o que pretendia. Percebi que era tarde de mais pra mim. No fim das contas eu era assim e ponto. Não tinha um complemento.
Cada um tem o seu destino e aquele parecia ser o meu: Ser vazia e sozinha como essa praia que é sinônimo de calor, mas que quando anoitece é abandonada.

Tinha que ser assim.

Parti com expectativas e tudo o que encontrei foram mais questões.
Eu nunca acreditei muito em Deus, mas naquele momento podia senti-lo ali e se eu me esforçasse acho que poderia até vê-lo escondido entre as nuvens. Ninguém me ouviria ali a não ser Ele.
E aí eu gritei. Gritei com todo o ar dentro dos meus pulmões. Gritei pra Ele e talvez mais pra mim mesma que se essa era minha sina eu não a queria.
Eu não merecia ficar esquecida como uma lembrancinha dentro de uma gaveta.
Então corri pro mar.
Decidi que se eu não tinha tanta importância eu não seria mais nada.
Fui sendo levada pela correnteza e tive medo. Tentei não pensar em nada e só ouvir o barulho da água. Meu medo foi desaparecendo porque eu sabia que em breve tudo estaria acabado.
Meus ouvidos foram ficando abafados até o som cessar por completo, minhas vias respiratória ardiam como se eu estivesse respirando pequenas tachinhas e por fim a luz apagou.
Esperei quase que feliz pela inconsciência, mas pude sentir algo segurando meu corpo. Mãos?
Será que morrer era assim?
Eu sentia frio. Nunca gostei de calor então o frio era melhor mesmo.
Eu sentia vento. Era como se eu estivesse no meio de um furacão e ele me soprasse pra longe.
E eu vi luz.
Meus olhos estavam fechados, mas eu podia ver a luz tentando ultrapassar minha pálpebras. Eu devia estar no céu.
Fiz força para abrir os olhos e percebi que podia respirar. Doía, mas eu respirava! Morrer era mais do que eu imaginava.
Finalmente minha visão entrou em foco e eu pude ver. O rosto mais perfeito do mundo estava bem ali, meu anjo glorioso esperava para me levar. Eu sabia que suicidas não tinham um lugar no céu, mas naquela hora tudo parecia ser possível.
Meu anjo era lindo, mas pelo que eu havia lido eles eram criaturas maravilhosas. Procurei pelas asas e não as encontrei. Foi só aí que eu reparei na expressão e no olhar do anjo. Ele parecia apavorado e estava molhado também. O que havia de errado? Nós estávamos no céu o que poderia ser tão assustador?

A realidade!

O frio era da chuva que caía. O vento era da sua respiração. A luz era da lua.
Eu não tinha morrido droga nenhuma e o anjo era na verdade meu salvador.
Como eu odiei aquele momento.
Como eu odiei meu anjo.
Justamente agora que eu queria partir definitivamente. Justamente agora que eu queria parar de sofrer.
Por que ele me salvou? Ele não podia ter feito isso!!
É, Deus estava mesmo ali e certamente não gostava de mim. Estava me dando uma segunda chance que eu não queria... Estava desperdiçando Seu tempo com algo que não tinha mais solução.
E o anjo continuava ali me olhando.
Tentei me levantar e ele ajudou. Sentei na beira da praia completamente tonta e atordoada. Então ele falou:
― O que você estava fazendo? Tentando se matar?
Fiquei envergonhada demais pra responder e baixei a cabeça.
Ele continuou:
― Eu te ouvi gritar e correr. Primeiro pensei que estava fugindo de alguém, mas depois quando você estava afundando entendi o que estava tentando fazer ― a voz dele era raivosa, quase colérica.
― Então por que não me deixou em paz?! ― minha garganta ardia muito e a voz saiu como um suspiro baixo e deprimido.
Minha cabeça continuava abaixada porque agora eu não tinha forças o suficiente para levantá-la. Mesmo sabendo que a pergunta era retórica ele respondeu:
― Em paz? É, talvez eu devesse ter deixado você morrer... ― o tom de voz atenuou ― Desculpe.
Ficamos em silêncio por um tempo que me pareceu uma eternidade.
― Desculpa... eu não queria dizer aquilo. Mas é que... é que... Eu não entendo por que alguém como você queira desistir de tudo.
― Alguém como eu? ― perguntei com receio ― como assim? Sobre o que ele estava falando?
Ele pensou por alguns instantes e falou rápido demais:
― É, alguém tão jovem e cheia de vida. Eu posso ver seus olhos brilharem mesmo estando nesse estado horrível, quase afogada e molhada.
Eu não falei e desejei que ele não falasse mais também. Tudo que eu queria era desaparecer, mas na falta disso resolvi que dormir era uma boa opção. Deitei na areia.
Ele saltou pro meu lado com o olhar preocupado que eu já conhecia.
― Você está bem? Quer que eu te leve pra um hospital? É, acho que devo te levar pra ver um médico. ― percebi que ele não falava comigo e sim consigo mesmo.
― Não ― respondi ― Eu só quero que me deixe aqui, eu só quero dormir um pouco.
― Nesse caso vou ficar aqui até que sinta melhor ― e já estava deitado ao meu lado.
Vi que não podia fazer mais nada e nem queria fazer mais nada. Apenas fechei os olhos e vaguei pelos meus pensamentos confusos.
Quando acordei notei que não estava mais na areia e sim numa cama fofa dentro de um quarto mal iluminado. Assim que abri os olhos meu anjo sorriu. Depois ele cuidou de mim até eu sarar por completo.
Resolvi que era hora de partir mais uma vez.
Não perguntei seu nome nem ele o meu. Saí sem me despedir, como era de costume, mas deixei uma longa carta de agradecimento e promessas que eu esperava cumprir.
Meu rumo agora? Lar.
Finalmente eu tinha encontrado a parte que faltava em mim.
Na verdade não se tratava mais de mim e sim dos outros. Eu encontraria a felicidade se fizesse outras pessoas felizes. Eu não ficaria só se fizesse companhia pra alguém.
Deus me dera uma segunda chance e um anjo.
Eu voltei pra casa e fui feliz.

Caderno Secreto

Como é que posso te perder
se na verdade eu nunca tive você?
Por que será que dói te ver
com outra pessoa e finjo não me surpreender?
Saio andando pra outro lado
pego um rumo, uma nova direção
Não pode estar acontecendo agora,
mas que desgraçado esse meu coração

E hoje não sei se te amo ou esqueço de ti
Não sei se rasgo ou te mostro as linhas que escrevi
Talvez seja mais coerente fazer o que eu sempre fiz
Guardar meu caderno secreto e te deixar ser feliz

Como eu posso aguentar
sentir teu abraço e ter que me segurar?
Por que eu sempre perco a hora
e quando vou embora nem dá tempo de falar?
Que eu te escrevi esses versos
bem incertos, pra tentar compreender
O que se passa na minha cabeça confusa
toda vez que vou te ver

E hoje não sei se te amo ou esqueço de ti
Não sei se rasgo ou te mostro as linhas que escrevi
Talvez seja mais coerente fazer o que eu sempre fiz
Guardar meu caderno secreto e te deixar ser feliz

Mesmo que isso me faça sofrer
E pensar em ti sabendo que não vou te ter
Mas se alguém tem que perder, que seja eu
Pois no final das contas você nunca me pertenceu

Viver é desenhar sem borracha. Droga.


Tem dias que tudo o que eu mais quero é desaparecer... Dias como esse, dias como aquele.
Me sinto perdida dentro de mim, sem entender muito bem esse turbilhão de sentimentos que se chocam com a minha razão.
Eu odeio me sentir assim. Eu odeio pensar em tudo o que poderia ter acontecido se apenas uma decisão fosse diferente.
E às vezes eu odeio quando todos me falam: "que isso sirva de lição" ou "tem que ter mais cuidado".
Fodam-se as lições, fodam-se os cuidados!!
Eu queria mesmo era ter uma borracha gigante pra apagar as minhas idiotices.
Mas é como já dizia numa frase famosa que eu nem sei quem disse, "viver é desenhar sem borracha".
Droga.
Eu acho que a vida de gente deveria ser que nem um filme... tudo escrito num roteiro perfeito!! Mas tenho uma novidade para mim mesma, não é!!
Por isso que eu ainda vou continuar fazendo muita porcaria e me sentindo um lixo... Que nem to me sentindo agora.
E quer saber... Eu só não me arrependo... Porque arrependimento é para os fracos e eu não sou assim!
Vou seguir dando minhas tropeçadas e as assumindo de cabeça erguida porque eu não tenho medo de ser quem eu sou. E daqui pra frente o que eu puder fazer pra evitar me sentir assim, certamente farei. Definitivamente não é legal.

posted under | 1 Comments

Os Intrometidos

Era uma vez 4 meninos intrometidos que resolveram unir forças para combater o terrível Sr. dos Acordes Desafinados.
Cada um deles possuía um dom especial, por isso eram quase imbatíveis. Só havia um inimigo que eles ainda não haviam derrotado e essa luta estava apenas começando.
O Guitar Hero, hipnotizava qualquer pessoa com seus solos de guitarra. O Super Bass era capaz de estourar os tímpanos de qualquer um com seus acordes graves. O Drumman lançava suas baquetas afiadas a uma distância inimaginável. E o Vocal Star transformava-se em qualquer coisa que sua voz fosse capaz de imitar.
Assim Os Intrometidos foram criando cada vez mais força, poder e controle sobre seus poderes, porém suas habilidades não estavam surtindo o efeito desejado contra o terrível Sr. dos Acordes Desafinados. Ele continuava a dominar mais grupos e os meninos não sabiam o que fazer para superar esse obstáculo e impedir que o vilão fizesse mais vítimas.
Sem nenhuma idéia do que fazer eles foram pra luta. Pensavam que talvez com a união dos seus poderes algum milagre acontecesse.
O terrível Sr. dos Acordes Desafinados vinha com tudo e fez com que eles desafinassem logo na primeira canção. Mas Os intrometidos eram mais espertos do que ele pensava e o Guitar Hero hipnotizou a platéia com um solo de guitarra arrasador. E depois veio mais uma chuva de tentativas para acabar com a reputação dos destemidos meninos e eles não se intimidaram.
Aí veio uma jogada de mestre do terrível Sr. dos Acordes Desafinados que Os Intrometidos não esperavam... Ele fez com o Guitar Hero errasse uma nota, o que acabou fazendo com que o Vocal Star ficasse hipnotizado, virando um ditador de regras maligno e perverso.
Dessa vez Os Intrometidos estavam em apuros.
Então, numa coincidência mais que do providencial, eles encontraram os 2 reforços que lutariam ao seu lado até o fim.
O menino possuía o poder da super tecnologia. Com sua spycam ele capturava as imagens dos inimigos para outra dimensão e o seu veículo intergalático era capaz de se adaptar ao tamanho desejado viajando na velocidade da luz.
E a menina... Que tinha os cabelos da cor do fogo, queimava tanto quanto uma fogueira em brasa e do seu olhar saltavam faíscas a cada vez que seu nome era pronunciado.
Foi desse jeito que Sonic3 e Firefox juntaram-se a família de intrometidos. A partir daí a vitória ficou mais próxima, mas a guerra ainda estava longe de acabar.

Gosto a tempo bom

Eu caminho por aquelas ruas mapeadas no meu pensamento. Reconheço cada pedra enquanto ouço os ruídos que agora me soam estranhos. Estranhos como os rostos que não consigo lembrar.
Eu caminho só, mas não me sinto só. Os fantasmas das minhas recordações andam de mãos dadas comigo. Eles me levam onde sou quase uma deles e eu fico feliz por isso.
E quando sento no mesmo lugar e bebo da mesmo fonte, sinto aquele gosto a tempo bom que há muito já tinha fugido da minha língua.
Respirando o ar que muitas outras vezes eu respirei, consigo voltar no tempo. Eu quase posso cantar a minha música ao som do teu violão.
A noite cai devagarinho e as estrelas de âmbar brotam no meu céu apagado. Aquele mesmo céu que muitas vezes vimos amanhecer.
Eu olho pra testemunha de nossas alucinações ainda petrificada no mesmo lugar. Ele continua imóvel, mas nós não estamos mais por aqui.
Então a saudade vem chegando mansinha acompanhada daquela vontade que me dá de chorar e rir ao mesmo tempo. E quantas vezes nós não choramos e rimos aqui? E quantas vezes nós não amamos e mentimos aqui?
É, esse lugar que faz parte de nós ainda fará parte de muitas outras histórias e eu realmente espero que elas sejam tão maravilhosas quanto um dia foram as nossas.

Mesma história

Eu não quero que isso aconteça mais uma vez
Já sei como essa história vai terminar
Não importa o início
No fim sou eu quem vai chorar
Procuro sempre andar em outra direção
Mas não é uma coisa fácil de controlar
Não importa o caminho
No fim você vai estar lá

Racionalizo os meus pensamentos, mas quando te ouço eles voam com o vento
Meu Deus, como faço isso parar?
Tem que haver alguma solução, eu não vou aguentar outra decepção
Sinto que vou ter que me afastar

E quando penso em ir embora
O seu corpo pede pra eu ficar
E quando eu quero te esquecer
O seu cheiro vem pra me lembrar
Que pelo teu carinho vale apenas arriscar

Mas eu sei o que você vai fazer
Depois de tudo vai me convencer
Que ta me deixando só pra me fazer feliz
Que eu vou encontrar quem me dê o que eu sempre quis
E mais...

Só que quem decide isso sou eu
Essa conversinha de bom demais pra mim já deu
Eu só queria que você fosse meu...

Eu só queria que...

posted under | 0 Comments

Só eu

Ás vezes eu me pego pensando em como o diferente tem se tornado tão comum.
Ser diferente hoje em dia não faz mais diferença, porque a vontade de se sobressair é tão ridícula que tudo o que se faz fica igual.
Eu achei que você era diferente. Mas o que ser diferente significa? Significa que no final você foi exatamente igual a todos os outros.
Eu bem que tentei enxergar além do alcance. Eu bem que tentei te imaginar de um jeito diferente. Não consegui.
Eu esperava que a tua diferença, mesmo tão igual as outras diferenças, te faria completar o meu caderno de palavras-cruzadas. Mas você não sabia a resposta do sentimento dos amantes com 4 letras. Então deixei você colar.
E aí quem descolou fui eu!
Agora é a sua vez. Me ensina a te querer porque sozinha tá difícil.
Acho que desaprendi a tentar ser diferente e acabei ficando incomum.
Certamente essas linhas não te farão sentido nenhum e algumas vezes ela não fazem pra mim também. Mesmo assim, ainda quero te conhecer e decorar todas as tuas medidas. Desenhar cada linha do teu corpo no bloco da minha imaginação.
Eu ainda quero me afogar nos teus lábios e apagar a luz só pra ver o seu olho brilhar.
E quando você tiver me mostrado tudo o que eu preciso ver, eu vou te provar que a única razão pra ser diferente é chamar a atenção para o que ninguém vai ver. Só eu!

posted under | 1 Comments

Consideração sobre o VMB 2009

Que o VMB é a premiação musical mais importante do país, todo mundo já tá cansado de saber, mas a edição 2009 não foi lá essas coisas. A apresentação do Adnet foi legal, afinal, ele é um cara engraçado e espontâneo. As piadas foram bem pertinentes e as imitações perfeitas, como sempre.
Eu sinceramente não gostei dessas "mil" categorias novas que inventaram, porque a maioria dos prêmios não foram entregues na festa e acredito que nem os caras que receberam devem ter gostado muito, dava pra ver só pela cara deles. Twitter do ano e afins deviam ter uma premiação só pra eles. Porra, que eu saiba MTV quer dizer Music Television, logo premiem os músicos que merecem e pronto! Como sempre foi, aliás.
Esse ano foi definitivamente da Fresno. Os caras levaram 4 prêmios, inclusive o de Banda do Ano.
Eles tão fazendo sucesso mesmo, então merecem!
O NX Zero, que foi o sortudo do ano passado, só levou o Hit do Ano. E a Pitty, que é a queridinha da MTV, não levou NADA! Pra ela só restou um show mesmo.
O Melhor Clipe do Ano foi pro Skank, justo. O clipe é bom mesmo.
O Vivendo do Ócio levou o Aposta Mtv, merecido também. Os caras tem um som bem interessante e fizeram um dos melhores shows da noite. Falando em show o melhor de 2009 foi o dos Paralamas do Sucesso.
Mas o pior vencedor da noite foi o Cine, sem dúvida. Os caras não tem moral pra ser Artista Revelação. Melodia grudenta e letra vazia!!!
Enfim... gostei de algumas coisas e de outras não! Mas, o que abalou as estruturas da noite foi com certeza o show do Massacration com o Falcão (brega, do girassol)!!
E o Franz Ferdinand, que tinha tudo pra ser o melhor show, não saiu da mesmice de sempre!

"and always...

Será mesmo que as coisas estão bem do jeito que eu finjo que estão?

É, eu ando fingindo muitas coisas ultimamente... Inclusive que eu não quero o quero e vice-versa.
Eu quero tudo! Eu quero o mundo!
E eu quero principalmente o que eu não posso ter.
Querer... Poder ter.
Ser feliz sem nenhum porque.
Mas então me diz qual é a verdadeira razão de poder sentir, se não há nada de bom por aí?!
É, eu também sei que ando um pouco pessimista... Tá bom, eu admito que ando muito pessimista.
Mas o que eu posso fazer se... Bom, se... Tudo o que eu faço não é o suficiente pra mim.
Agora além de pessimista eu to ficando complexa também. Deve ser porque é meia-noite, tá chovendo e na TV tá dando um filme ridículo.
Não tenho nada pra fazer... E eu sozinha, sozinha, sozinha...
como sempre!

"and always...


--> Escrevi isso já faz um tempinho... numa noite qualquer de insônia.

posted under , | 0 Comments

Um pouco mais, por favor.

Será que é possível dividir o coração em mais de uma parte?
Às vezes acho que sim, pois o meu está perdido em sentimentos que nem sei mais quais são reais ou imaginação.
O que é mais importante: inteligência, beleza ou desejo?
Talvez um misto disso tudo com uma pitada de essência de baunilha!


Ele me olhava de um jeito estranho, mas eu fingia não perceber. Me fazia de boba e sorria sozinha quando ninguém estava olhando.
Era tudo tão fresco que eu quase podia sentia a brisa do mar no seu cheiro. Aquela cara de anjo enganava muita gente, mas não a mim. Eu sabia que tinha alguma coisa errada com aquele esboço de sorriso meio sem graça... Sabia que havia algum interesse além daquelas fotos desfocadas.
Eu sabia, mas mentia.
Mentia para os outros e principalmente para mim mesma.
Como eu poderia começar uma projeção naquele poço de infantilidade?
Ok, eu não sou a pessoa mais madura do mundo, só que ele é verde demais. E como eu esquivava das diretas?
Simples, era a mesma que sou, mas com o dobro de sarcasmo.


Sim, eu também tenho medo.
Sim, eu também choro.
E nesse momento tudo o que eu quero te dizer é não, eu não penso mais em ti!

posted under , | 0 Comments

Vestidando...

Esses dias eu estava coversando com uma amiga sobre vestidos de noiva e casamentos... Daí me surgiu a idéia de fazer um post sobre isso.
Gosto é uma coisa que realmente não se discute, ainda mais o estilo que vai ser o vestido de um dos, se não o, dia mais importante da vida de uma mulher.
Por isso dei uma pesquisada e achei uns modelitos de bem interessantes.

Bom, o primeiro é da famosa noiva tradicional: Bonito, mas comum demais pra mim.

O segundo é da noiva mais minimalista: Simples, mas glamuroso. Quase perfeito pra mim.

O terceiro é da noiva brega: Aquela que quer colocar tudo que tem direito e se perde toda. Nada a ver comigo!

O quarto é da noiva que se acha moderna: Essa certamente vai matar a sogra do coração quando subir ao altar!
O quinto é da noiva sexy: Essa já está pensando na lua-de-mel.

O sexto é da noiva ousada: Casar no verão com um curtinho é perfeito.

O sétimo é da noiva fashion: Flores naturais no vestido são a última moda!

O oitavo é da noiva princesa: A opção da menininha que encontrou o príncipe encantado! Ou, pelo menos, pensa que encontrou.
O nono é da noiva medieval: Essa não se ligou que já estamos no séc XXI. Mas se o casamento for temático até que fica interessante.
O décimo é o que eu escolheria para mim: Talvez eu mudasse algumas coisinhas, como colocar um chápeu, já que eu pretendo casar de dia. Mas esse foi o que mais gostei. Lindo, não? Simples e sofisticado.

posted under | 1 Comments

És belo, és forte, és risonho e límpido?



Genteeeeeeeeee!
Pelo amor de de Deus o que é essa mulher completamente insana cantando o Hino??
Sério, não posso acreditar que ela realmente tentou inventar uma parte da letra!!
"És belo, és forte, és risonho e límpido...
Se em teu formoso, risonho e límpido
A imagem do cruzeiro..."
De onde essa descordenada tirou essa parte da letra?! Da parte inativa do cérebro dela, só pode!! E ela ainda estava com a letra na frente, era só ler, a não ser que ela não saiba... O que é provável!
Sinceramente, eu já não gosto de Hino cantado e ela ainda está toda desafinada e não respeita a métrica.
Pena mesmo eu tenho do pobre músico que estava acompanhando ela. O azarado ainda tentou ajudar, mas não foi muito feliz.
Poxa, o Hino é um dos símbolos máximos do patriotismo e a Vanusa simplesmente me fez ter vergonha de ser brasileira.
E pra completar ela ainda queria cantar a segunda parte do Hino. Ainda bem que ela foi interrompida!!
Se liga Vanusa, aprende primeiro tá querida?!

Presta atenção como se faz:

Inevitável

As lágrimas explodem impiedosamente pelas pálpebras cerradas e o coração está estraçalhado em milhões de pequenos fragmentos, que como um cristal, jamais poderão ser colados.
Ela tem esperança de que aquilo tudo seja uma brincadeira de mal-gosto e que ele vá levantar-se a qualquer momento para dizer-lhe que voltou. Voltou pra ela. Voltou por ela. Os minutos passam e a cada tique do ponteiro ela realiza que aqueles olhos não voltarão a brilhar outra vez.
Ela é amparada pelas pessoas ao redor, que não a deixam aproximar-se dele. Ele está ali. Está a poucos centímetros, mas por mais que ela tente não consegue tocá-lo. A multidão se multiplicou e ela ouve gritos desesperados ao seu redor. Ela não grita. O seu silêncio é a única testemunha da sua dor. As pessoas falam com ela, mas ela não responde. E num segundo tudo vira treva.
Enquanto ela é levada dali, as lágrimas escorrem pelo seu rosto desacordado. E assim foi até a hora em que ela finalmente desperta.
A fronha do travesseiro e as suas roupas estão ensopadas de água salgada. Sentindo-se tonta ela põe as mãos na cabeça a pára a pensar.
O homem ao seu lado espera pacientemente. Voltando a si ela olha o velho senhor e ele simplesmente assente positivamente com a cabeça, respondendo àquela pergunta tácita. As lágrimas brotam dos olhos com ainda mais intensidade do que antes, se é que isso é possível.
A menina está sozinha.
Flashes de memórias fazem com que a sua dor seja física. Ela abraça-se tentando amenizar o vazio que já não pode ser preenchido. As pessoas tentam fazer com que ela reaja de alguma forma, mas suas forças vitais parecem ter sido levadas com ele. E eles tentam e tentam.
Então, com um último suspiro ela levanta-se do seu ninho de escuridão e comparece na celebração mais fúnebre que sua alma pode agüentar.
E o homem fala coisas sobre o céu e terra. E o homem fala sobre amizade e amor. Por fim, o homem diz as palavras que ela espera, mas não quer ouvir.
“ELE SE FOI”.
Ela não quer acreditar. Ela precisa acreditar. Ela tem que vê-lo mais uma vez.
Pedidos e suplicas não são o bastante, ele não está mais aqui é o que todos dizem.
Eu vou voltar, ele disse naquele momento final. E ela vai esperar o tempo que for, mesmo que este tempo seja uma vida.
O destino não tem sido justo com a pobre menina. Roubou seus planos e seus sonhos. Ela não pode continuar. Não sem ele.
Sozinha, sob a sombra da macieira ela lembra o dia em que o conheceu, das mãos deles entrelaçadas e do último abraço. Ela não quer lembrar. Mas é impossível com seus nomes entalhados no tronco da árvore. Ela lembra desse dia também e de como as folhas caíam no início do outono. E dos olhos cor-de-mel e de como ele abria os braços esperando que ela chegasse.
Ela quer que seja real. E quer poder segurar sua mão mais uma vez.
O Senhor aproxima-se tão devagar que ela nem percebe. Estendendo-lhe a mão ele pede que ela o acompanhe. Ainda enxugando os olhos molhados ela confessa seus devaneios mais secretos. Eles caminham em direção ao salão.
As mesas estão cheias e os alunos riem e brincam uns com os outros. Só parecem lembrar-se do acontecido quando ela está presente - já faz dois meses que isso se repete - e nesse momento o Senhor a conduz por entre as cadeiras. O silêncio predomina o ambiente. Segundos depois de saírem do salão já se pode ouvir as vozes novamente.
Param em frente a uma porta que com um clic abre-se para eles. Entram. O escritório é repleto de livros. Uma mesa de mogno está colocada no centro do cômodo. O Senhor, então, empurra a estátua de gesso sobre a mesa e uma porta abre-se ao lado do espelho.
Eles entram e caminham por um longo corredor estreito e mal iluminado. Chegam a uma câmara subterrânea que possui apenas uma fonte com um chafariz no centro. A água azul brilha como se mil cristais estivessem misturados a ela.
A menina não entende nada do que está acontecendo. O Senhor aproxima-se dela e entrega-lhe uma moeda de prata. Ela a pega e o homem sai da câmara deixando-a sozinha com as suas dúvidas.
Hipnotizada pelo brilho da água ela vai até a beira da fonte. De perto era ainda mais bonita e brilhante. No fundo, havia apenas mais uma moeda. Ela finalmente olha para o objeto de prata em sua mão e percebe que há uma inscrição.
“SEU DESEJO MAIS PROFUNDO VIVERÁ POR UM SEGUNDO”
Ela, agora, sabia o que devia ser feito. Fecha os olhos e com toda a esperança que ainda lhe resta, joga a moeda na fonte. Ela espera. Nada acontece. Nenhum sinal, nenhuma luz, nada.
Seu desejo não ia ser realizado, afinal. Isso é tudo uma bobagem. Por que eu ainda estou aqui?, ela pergunta-se.
De repente uma voz chama por seu nome. Ele reconhece o timbre que muitas vezes a fez dormir. Vira-se e ele está ali. Ele está com a sua fita vermelha amarrada no pulso, exatamente como ela havia deixado.
Ele sorri.
Ela corre e pára a centímetros de seu corpo. Ela está com medo de que seja irreal e de alguma forma é. Pela primeira vez ela receia tocá-lo.
Ainda sorrindo ele pega a mão da menina. O abraço é inevitável. Os dois corpos formam um encaixe perfeito. Palavras não podem descrever a onda de sentimento presente. Ele encosta a boca no ouvido dela e sussurra:
“EU VOLTEI POR VOCÊ”
Ela nada diz e beija-lhe os lábios. As lágrimas começam a escorrer por suas bochechas rosadas. O fôlego acaba e as bocas afastam-se procurando oxigênio. Ele toca-lhe o rosto e diz olhando em seus olhos:
“SEJA FELIZ”
Ela pisca lentamente recuperando o ar enquanto ele desaparece dos seus braços como névoa de uma manhã fria.

Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

BLOG TENSO, INTENSO, MÓRBIDO E BANDIDO. AQUI É ONDE AMANDA E YÉSSICA MOSTRAM O SEU MUNDO SEM MEDO DE SER FELIZ. ENJOY, RÁ.

Followers


Recent Comments